A vítima segue em estado grave e o caso reacendeu o alerta sobre segurança em áreas de ecoturismo
Uma turista de Vitória da Conquista sofreu a amputação de uma das pernas após ser picada por uma cobra venenosa na Cachoeira do Tijuípe, ponto turístico situado entre Itacaré e Serra Grande, no sul da Bahia. O incidente ocorreu em 20 de dezembro e mobilizou moradores, socorristas e frequentadores da região, reacendendo o alerta sobre os riscos muitas vezes subestimados em áreas de ecoturismo.
A vítima, Sueide Miranda, de 40 anos, visitava o local acompanhada do marido quando foi surpreendida pelo ataque. Ela recebeu os primeiros atendimentos em um posto médico de Serra Grande, distrito de Uruçuca, e, devido à gravidade do caso, foi transferida para o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus.
Segundo familiares, Sueide passou por uma cirurgia de grande complexidade, que resultou na amputação da perna afetada. O estado de saúde se agravou nas últimas horas, e ela permanece internada em coma, entubada e enfrentando um quadro de infecção generalizada. A situação tem causado grande comoção e levantado questionamentos sobre a segurança do local.
Parentes da turista afirmam que não houve suporte adequado por parte da administração da cachoeira após o acidente. Além disso, relatam ausência de sinalização clara alertando sobre a presença de animais peçonhentos na área, o que poderia ter evitado o ocorrido. O clima de indignação cresce, especialmente entre visitantes habituais, diante do que chamam de “falta de empatia e assistência”.
Em nota oficial, a direção da Cachoeira do Tijuípe afirmou que Sueide estava em uma área não recomendada para banho, por não contar com cobertura de salva-vidas. A administração declarou ainda ter prestado socorro imediato, conduzindo a vítima ao atendimento mais próximo.
A região de Serra Grande conta com o Serpentário Núcleo Serra Grande (NSG), autorizado a manejar serpentes e coletar soro antiofídico, mas o tratamento só pode ser aplicado em ambiente hospitalar.






















