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Ministros deixam o governo Lula para disputar eleições: veja quem sai e quem assume

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A poucos dias do fim do prazo de desincompatibilização, ao menos 18 ministros devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de outubro. Confira a lista completa de exonerações, substituições e mudanças ainda pendentes.

A proximidade do prazo de desincompatibilização está provocando uma ampla dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram a deixar os cargos na última terça-feira (31) para disputar as eleições gerais de outubro. Segundo o próprio Lula, dos 37 ministros, pelo menos 18 devem se afastar para concorrer a cargos eletivos.

Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos do Executivo, como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem disputar outro posto nas urnas precisam se afastar da função até seis meses antes do pleito. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, o prazo limite para a desincompatibilização termina em 4 de abril.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a exigência da desincompatibilização busca coibir abuso de poder político e econômico, evitando o uso da máquina pública em benefício de candidaturas e garantindo maior equilíbrio entre os concorrentes.

A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos tribunais de contas estaduais (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF), além de dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

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Risco de inelegibilidade para quem descumprir o prazo

Quem não cumprir o afastamento dentro do prazo previsto pela Lei de Inelegibilidades pode ser considerado inelegível. Os prazos de desincompatibilização variam conforme o cargo ocupado e o posto pretendido nas eleições.

Já deputados federais, distritais e senadores não precisam se afastar para buscar a reeleição ou concorrer a outros cargos proporcionais. O presidente da República também não precisa renunciar se quiser disputar a reeleição; porém, se desejar concorrer a outro cargo eletivo, passa a se submeter às regras gerais de desincompatibilização.

O TSE disponibiliza em sua página oficial um serviço para consulta dos prazos legais de afastamento, de acordo com a função atualmente exercida e o cargo almejado nas eleições.

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Exonerações e nomeações no Diário Oficial

Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na tarde desta terça-feira (31), trouxe uma leva de exonerações e nomeações no primeiro escalão. As mudanças foram oficializadas horas após a reunião ministerial em que Lula se despediu dos auxiliares que deixarão o governo para entrar na disputa eleitoral.

No evento, o presidente confirmou que Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na chapa pela qual pretende concorrer à reeleição. Em muitos ministérios, os secretários-executivos – número dois na hierarquia – assumirão os postos deixados pelos titulares, numa tentativa de sinalizar continuidade administrativa e reduzir turbulências na máquina pública.

No Ministério da Agricultura, por exemplo, Carlos Fávaro, que deve tentar a reeleição ao Senado pelo Mato Grosso, foi substituído por André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura. Com isso, a secretaria-executiva da Pesca, Rivetla Edipo Cruz, passa a comandar a pasta.

Outra mudança antecipada foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Ele deixou o cargo, há pouco mais de uma semana, para disputar o governo de São Paulo. O então secretário-executivo, Dario Durigan, assumiu a pasta.

Também já foram anunciados outros afastamentos para cumprimento da legislação eleitoral, ainda sem substitutos oficialmente definidos. Entre eles estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para integrar novamente a chapa com Lula, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, que deve concorrer ao Senado pelo Paraná.

Na Casa Civil, Rui Costa deve oficializar a saída na próxima quinta-feira (2) para disputar uma vaga ao Senado pela Bahia. A atual secretária-executiva, Miriam Belchior, deve assumir o comando da pasta.

A seguir, veja o quadro de mudanças já confirmadas ou previstas:

Ministérios com mudanças já oficializadas no DOU

Ministério da Fazenda

  • Sai: Fernando Haddad (PT), deve disputar o governo de São Paulo
  • Entra: Dario Durigan, então secretário-executivo
  • Situação: mudança oficializada no DOU em 20 de março

Ministério do Planejamento e Orçamento

  • Sai: Simone Tebet (MDB), deve disputar o Senado por São Paulo
  • Entra: Bruno Moretti, então secretário de Análise Governamental da Casa Civil
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

  • Sai: Carlos Fávaro (PSD), deve disputar o Senado pelo Mato Grosso
  • Entra: André de Paula, ex-ministro da Pesca e Aquicultura
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

  • Sai: Paulo Teixeira (PT), deve buscar a reeleição como deputado federal por São Paulo
  • Entra: Fernanda Machiaveli, então secretária-executiva
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH)

  • Sai: Macaé Evaristo (PT), deve tentar a reeleição como deputada estadual em Minas Gerais
  • Entra: Janine Mello, então secretária-executiva
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério do Esporte

  • Sai: André Fufuca (PP), deve disputar o Senado pelo Maranhão
  • Entra: Paulo Henrique Perna Cordeiro, secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério da Pesca e Aquicultura

  • Sai: André de Paula, remanejado para a Agricultura
  • Entra: Rivetla Edipo Cruz, então secretária-executiva
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério dos Povos Indígenas

  • Sai: Sônia Guajajara (PSOL), deve tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo
  • Entra: Eloy Terena, então secretário-executivo
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Ministério dos Portos e Aeroportos

  • Sai: Sílvio Costa Filho (Republicanos), deve disputar a reeleição como deputado federal por Pernambuco
  • Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, então secretário-executivo
  • Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

Mudanças anunciadas, mas ainda não oficializadas

Ministério do Meio Ambiente

  • Sai: Marina Silva (Rede), pode disputar vaga ao Senado por São Paulo
  • Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo
  • Situação: mudança ainda não publicada no DOU

Ministério dos Transportes

  • Sai: Renan Filho (MDB), deve concorrer ao governo de Alagoas
  • Entra: George Santoro, secretário-executivo
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Casa Civil

  • Sai: Rui Costa (PT), deve disputar o Senado pela Bahia
  • Entra: Miriam Belchior, secretária-executiva
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Ministério da Educação (MEC)

  • Sai: Camilo Santana (PT), pode disputar o governo do Ceará ou o Senado
  • Entra: Leonardo Barchini, secretário-executivo
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional

  • Sai: Waldez Góes (PDT), pode disputar vaga ao Senado pelo Amapá
  • Entra: Valder Ribeiro de Moura, secretário-executivo
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Ministério das Cidades

  • Sai: Jáder Filho (MDB), deve disputar o Senado pelo Pará
  • Entra: Antonio Vladimir Moura Lima, secretário-executivo
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Ministério da Igualdade Racial

  • Sai: Anielle Franco (PT), deve concorrer a deputada federal pelo Rio de Janeiro
  • Entra: Rachel Barros de Oliveira, secretária-executiva
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

  • Sai: Geraldo Alckmin (PSB), que disputará a reeleição como vice-presidente na chapa de Lula
  • Entra: ainda indefinido
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR)

  • Sai: Gleisi Hoffmann (PT), deve disputar o Senado pelo Paraná
  • Entra: ainda indefinido
  • Situação: mudança ainda não oficializada

Fonte: Agência Brasil

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